Luan: Não fuja, eu sei que você quer! – veio se aproximando de novo.
Maria: Pode tirando o cavalinho da chuva caro colega! – destranquei meu carro, fiz menção em entrar, meu celular começou a tocar e eu já sabia de quem era. - Fala Peste!
Maria: Pode tirando o cavalinho da chuva caro colega! – destranquei meu carro, fiz menção em entrar, meu celular começou a tocar e eu já sabia de quem era. - Fala Peste!
Ray: Vem pro Hospital Santa Rita agora! – ela disse rápido.
Maria: O que houve?
Ray: Kami e sua alergia! – isso foi o bastante pra eu virar e entrar com tudo no carro e deixar ele falando sozinho, vi pelo retrovisor que ele ficou parado me observando sair. Segui pelas ruas de São Paulo o mais rápido que pude, era tarde da noite não tinha tanto fluxo de carros, cheguei cerca de 20 minutos depois no hospital. Corri rápido pra emergência e encontrei a Ray no canto da sala chorando.
Maria: Ei o que causou isso? – me sentei ao seu lado e ela me abraçou.
Ray: Na verdade eu não sei ao certo, estávamos jantando o pedido de sempre do Japonês a barca de 150 e ela começou a passar mal, desconfio que na divisão dos sushis tenha ficado algum de camarão, ai sabe, ela fica primeiro vermelha, depois começa a aparecer manchas e por fim a falta de ar.
Maria: Oh senhor! Não posso deixar vocês sozinha né! – briguei e ela começou a rir.
Ray: Não é bem assim né, sabemos nos cuidar! Mas to preocupada foi bem mais forte do que das outras vezes que ela teve. Ela já chegou aqui meio desacordada.
Maria: Não se preocupe vai dar tudo certo! – abracei ela de lado e fiquei acariciando seus longos cabelos negros.
Ray: Eu espero…Eu…Eu…
Maria: Tu o que menina?
Ray: Olha pra trás agora! - pediu
Assim que me virei dei de cara com Luan me olhando com duvida.
Ray: Não acredito! – disse baixo, com uma enorme cara de surpresa.
Maria: O que você ta fazendo aqui? – disse baixo próximo a ele.
Luan: Uai, você me deixou lá plantado, vim atrás de você! – disse preocupado.
Maria: Ah claro, porque devo satisfação da minha vida pra você né? O nosso contato é profissional se não percebeu, então, por favor, retire-se daqui! – foi eu terminar de falar pra Ray pedir um abraço e uma foto e ele realizar o pedido dela na maior calma.
Ray: Ain senhor acho que não vou aguentar! Me leva junto com a Kami que to morta já! – ela disse se apoiando em mim.
Maria: Menos Ray, bem menos! – olhei seria pra ela que logo parou.
Ray: Ta o ranzinza fui! – e saiu em direção a recepção do pronto socorro.
Maria: Mais alguma coisa Luan?
Luan: Não! Alias tem sim, você ta me devendo o meu beijo! – cochichou no meu ouvido me fazendo arrepiar.
Maria: Perca as esperanças cantor, não te beijaria em milhão de anos! – sorri e fui até onde a Ray estava conversando com um Doutor.
Ray: E então como ela está? – ouvi ela dizer.
Dr: O quadro dela agora esta estável!
- Graças a Deus! – nos abraçamos.
Dr: Mas…- ele continuou e olhamos pra ele receosas – Ela vai ficar em observação hoje pra garantir que ela não fique com nenhuma sequela e só pode ficar uma pessoa de acompanhante. – disse nos dando as costas e indo embora.
Ray: me quedo! (eu fico) - ela disse prontamente
Maria: No, soy yo! (não, sou eu)
Ray: Mana, usted puede dejar, estoy, debe estar cansado (mana, você pode deixar, eu fico, deve estar cansada)
Maria: Ok! Olhe se eu não quisesse a minha linda cama eu até brigaria com você, mas vou deixar você ficar!
Ray: Eu te ligo qualquer coisa e aviso quando ela tiver alta.
Maria: Ta certo, me avisa quando ela acordar que venho vê-la. – nos despedimos quando estava saindo pela porta fui impedida por alguém segurando levemente meu braço meu braço.
Luan: Vai embora sem se despedir de novo?
Maria: Da pra me soltar que ta machucando?
Luan: Não desvia a situação! – ele disse me prensando na parede, pelo que deu pra ver, ele tinha me puxado para alguma sala ou consultório.- Alias, que tipo de língua estavam falando? não entendi absolutamente nada!
Maria: Achei que você já tinha ido embora oxi! – disse me afastando dele - estávamos falando espanhol, muitos anos trabalhando e estudando na Europa, muitas vezes nem percebemos quando mudamos o idioma, é bem natural
Luan: Nossa, você é realmente surpreendente, estou curioso pra conhecer mais.. Então já podemos nos despedir, ou não? – sorriu malicioso.
Maria: Claro que sim né! – revirei os olhos e o abracei, ele cheirou meu pescoço me fazendo arrepiar.
Luan: Perfumada hein! – sussurrou.
Maria: É então tchau Luan! – tentei me afastar, mas ele segurou minha cintura com uma mão e a outra colocou na minha nuca, eu estava completamente entregue.
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